Dia do Motociclista, 27/julho

24 abr 2011 as 13:29

“Não tema o motociclista, ele viaja em paz”

Todo motociclista, numa moto, é claro, está mais perto do que acontece: vê o que os outros usuários da estrada não vêem. Os motociclistas estão mais altos, reagem mais depressa e quase sempre dispõem de maior poder de aceleração na ponta dos dedos que qualquer carro à sua volta. Estão mais alertas porque têm mais coisas a fazer numa moto e porque sua vida depende disso. Alguns automobilistas ainda não perceberam que, longe de prejudicarem a fluidez do trânsito, as motos ajudam a resolver os problemas de congestionamentos. Ocupam menos espaço, gastam menos tempo em deslocamento e usam o combustível de forma mais eficiente e menos poluente. Ressalta-se ainda que as motos são de baixo peso e não deterioram as estradas e ruas calçadas e asfaltadas.

Pensem no tamanho das filas se, em determinado dia, todos os motociclistas usassem um carro. Pensem nos estacionamentos se no lugar de cada moto estacionada à beira do passeio estivesse um automóvel. Ou, ao invés do carro, estivesse uma moto; quanto espaço iria sobrar, hein?

Os motociclistas estão a fazer um grande favor a todos os outros utentes das estradas e das zonas urbanas. E, mesmo assim, não há sinais de agradecimento, bem pelo contrário, muitos são criticados de forma discriminatória pelo simples fato de serem motoqueiros(as).

Mas é pela passagem dessa data, 27 de julho, Dia Nacional do Motociclista, que queremos cumprimentar a todos os motociclistas, aos quais escrevo de maneira muito cordial, pois minha saudação vai em forma de um alerta às pessoas que amam a liberdade. Para nós, que julgamos e entendemos que a expressão da liberdade significa estarmos montados em cima de duas rodas, quer por lazer ou prazer, quer por trabalho ou sustento, quer por competição ou emoção ou por qualquer outro modo, é que amamos a liberdade e o veículo que nos proporciona esta sensação.

Porém, amigos e amigas, não deixemos que este amor ultrapasse o valor da nossa vida. Este valor está exatamente no respeito ao limite: da velocidade, da bebida, do excesso de confiança, ao uso do capacete e atenção permanente ao trânsito. Sei que embora eu seja uma pessoa que vive lutando contra este limite, assim como muitos outros, principalmente o limite da velocidade, prego aqui aquele antigo chavão: “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. Por mais que a moto seja nossa paixão, o nosso bem querido, quando você estiver em situação de escolha entre ela e a sua vida, não pense duas vezes. Só quem convive ou conviveu com este prazer e emoção sabe do que estou falando. É daquela adrenalina que explode dentro de nós em milésimos de segundos e faz o vento soprar mais forte.

Porém, é necessário compreender que, na escolha, respeitemos os nossos limites. Mesmo que a moto tenha um limite superior ao nosso, ela não será infiel a nós, pois ela foi e sempre será nossa companheira fiel. Além disso, precisamos continuar lutando contra o caos do trânsito, contra a poluição, a economia de combustível, a deterioração das estradas e ruas de nossa cidade. E isso nós motociclistas estamos fazendo, ou melhor, sempre fizemos. Estamos cumprindo uma missão e, por isso, “parabéns a nós motociclistas”. Com o maior respeito a todos, pois não há o que temer em um motociclista, pois nós só queremos viajar em paz.

Uma boa vigem em paz.

Leandro Balardin  24/07/2008

* Presidente da AMO-RS / Associação dos Motociclistas do Rio Grande do Sul

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