| Fiscalizações da BM com foco em motos |
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| Escrito por Zero Hora | |
| 11-Fev-2008 | |
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Frase: "O preconceito de achar que todo motociclista é suspeito tem de acabar" Leandro Balardin, presidente da AMO-RS Uma moto é furtada ou roubada. Instantes depois, o veículo é usado em outros assaltos, a motoristas ou a estabelecimentos comerciais. O capacete dificulta a identificação e a agilidade de locomoção na moto torna a fuga fácil. Na tentativa de interromper o círculo vicioso de crimes sob duas rodas, a Brigada Militar vai intensificar a fiscalização a motos, principalmente com dois ocupantes, em barreiras por todo o Estado. De acordo com o subcomandante da BM, coronel Paulo Roberto Mendes, o principal alvo serão os modelos mais utilizados pelos bandidos em ocorrências de roubo e furto. - Esses veículos exigem cuidados especiais, pela facilidade operacional - salientou o coronel. O direcionamento das abordagens a motociclistas partiu de uma solicitação do secretário de Segurança Pública do Estado, José Francisco Mallmann, após reunião, na quinta-feira, com a diretoria da Associação dos Motociclistas do Rio Grande do Sul (AMO-RS). Mallmann pediu atenção especial aos veículos com caroneiro, já que grande parte dos assaltos é feito pelo segundo ocupante do veículo, enquanto o condutor permanece na direção para agilizar a fuga. O presidente da AMO-RS, Leandro Balardin, enfatizou a importância do trabalho em conjunto com os órgãos de segurança pública no combate a quadrilhas que utilizam motos e reivindicou maior rigor no combate a desmanches e a ampliação do policiamento com motos e à paisana. - Essas operações não devem ficar restritas a blitze e não podem ser intimidadoras. O preconceito de achar que todo motociclista é suspeito tem de acabar. A moto é um meio utilizado para cometer crimes, mas o motociclista trabalhador é a primeira vítima - ressaltou Balardin, lembrando da morte de Deolandro Garcia Machado, 33 anos, que foi baleado, na última sexta-feira, ao reagir a um assalto quando chegava de moto em casa, no bairro Cristo Redentor. Balardin salienta que ocorrências como essa têm se tornado cada vez mais comuns. De acordo com ele, são mais de 750 mil motociclistas em todo o Estado, 65 mil deles só em Porto Alegre que, ultimamente, levam na carona o receio da violência: - Vivemos com medo de perder nossa moto ou, pior, nossa vida. Por isso, reivindicamos mais segurança. |
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