| 16 motos somem por dia |
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| Escrito por Zero Hora | |
| 02-Mai-2008 | |
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Levantamento feito pela Secretaria da Segurança Pública aponta que 6.028 motocicletas foram furtadas ou roubadas no Rio Grande do Sul em 2007
Uma alarmante estatística preocupa motociclistas: uma média de 16,5 motos são roubadas ou furtadas ao dia no Estado, das quais 13 na Região Metropolitana. O quadro fica pior levando-se em conta outro dado divulgado pela Secretaria da Segurança Pública (SSP): usando motocicletas quase sempre roubadas, todos os dias ladrões cometem 12 assaltos apenas na Capital. Pelas estatísticas da SSP, em média, entre sete e oito motos são roubadas ou furtadas apenas em Porto Alegre por dia. - Sabemos que falta gente na polícia, mas o descaso com as motos é muito grande e está tendo reflexos em toda a população - afirma o presidente da Associação dos Motociclistas do Rio Grande do Sul, Leandro Balardin. O presidente do Sindicato dos Motoboys (Sindimoto), Valter Ferreira, vai além: - Há tempos dizemos que são mais de cinco roubos a motos por dia na Capital. Esse número cresceu e ninguém faz nada. A situação é de caos. O motoboy é o principal alvo dos ladrões. Ferreira e Balardin garantem que o número de roubos ou furtos é bem maior do que o registrado. Para isso, baseiam-se em uma modalidade de roubo sobre o qual a polícia ainda não tem dados computados: a extorsão. Os ladrões levam a moto e, horas depois, fazem contato com a vítima e pedem dinheiro para devolver o veículo. Detalhe: os donos têm de ir pessoalmente às vilas para buscar a moto, sujeitando-se assim a novos roubos. Em média, os gatunos pedem R$ 400. Com os documentos ou o celular do dono, descobrem um telefone de contato, ligam e começam a discutir a troca. Ou, em alguns casos, mandam crianças parar motoboys nas ruas para "procurar" as vítimas. - Os guris abordam a gente, e a conversa é sempre a mesma: sabe aquela moto da cor tal, roubada na rua tal? Pois é, ela tá na vila tal, e quem pegou quer negociar. Como quase todos os motoboys se conhecem, um vai passando para o outro, até que a notícia chega ao ouvido da vítima - conta um motoboy, que pediu para não ser identificado. Foi o que ocorreu com o comerciante Jorge Silva, 50 anos. Dono de uma empresa de tele-entrega que atua na Capital e tem 35 motoboys, nos últimos 10 anos ele foi vítima de 15 assaltos. Em sete deles, todos ocorridos no segundo semestre do ano passado, Jorge foi às vilas, pagou e conseguiu reaver o veículo. - Sei que a polícia é contra isso, mas se eu não buscar a moto, algum policial vai buscar ela para mim? Sei dos riscos, mas não tenho condições de arcar com um prejuízo desses - diz. Polícias não têm setor especializado Oficialmente, Brigada Militar e Polícia Civil não têm um setor especializado para combater os crimes envolvendo as duas rodas, seja nos roubos de motos ou nos assaltos cometidos por motoqueiros. A Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV), conforme o delegado Heliomar Ataydes Franco, este ano não desbaratou quadrilhas de ladrões de moto. Mesmo assim, o diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), Ranolfo Vieira Júnior, não vê motivos para a criação de uma especializada de motos, ou mesmo uma divisão dentro da DFRV. - Investigamos roubo em geral, de todos os veículos - informa. O responsável pelo Comando de Policiamento da Capital, coronel Jarbas Carvalho Vanin, lembra que a Brigada tem feito barreiras para flagrar motos roubadas. - O proprietário tem de se precaver, andar atento no trânsito - lembra o coronel Vanin. ( Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email ) RENATO GAVA |
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